A cidade mais bonita e importante do Brasil não sossega. Está em constante movimento. Novos bairros são remodelados, novas atrações surgem a cada semana, ideias engenhosas se integram à paisagem…
Como se ser maravilhosa não bastasse. E não basta mesmo.
Não faz muito, o Centro do Rio vivia situação de abandono, degradação e violência e punha os cariocas em fuga. No Centro, ou bem se trabalhava ou na melhor das hipóteses se usufruia de poucos e bons achados desconhecidos da maioria da população.
Pois a região onde o Rio nasceu mudou, mudou para melhor, e mudou tanto na última década que cresceu, apareceu, passou a ser objeto de simpatia, visitação permanente e parada obrigatória. A tal ponto que não há mais um único Centro, designação dada oficialmente ao bairro, mas pelo menos 7 centros, atraentes, cheios de novidades, diversos, cada um com seu estilo, seu público específico e aficcionado.
A expansão cultural da área central do Rio, sua ocupação e democrática apropriação pelo povo – habitante da cidade ou visitante – que busca cultura, beleza e sobretudo diversão, é o tema da principal matéria desta edição, escrita com afeto e texto preciso por Luisa Prochnik, habituada a garimpar e oferecer ao leitor o que a cidade tem de melhor para ser visto, conhecido e aproveitado.
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Jan Theophilo, por sua vez, presenteia o leitor com uma de suas especialidades: contar a história material e imaterial do Rio com texto agradável e muita informação. É o que faz ao revisitar e resgatar a vida de um dos mais icônicos personagens da cidade desde os anos 70. O poeta Chacal aparece nas nossas páginas como sempre foi: agitador, cheio de vida, vanguardista, representante legítimo da contracultura carioca e, ainda assim, com a mesma visão critica, que neste momento, propõe uma advertência. A tecnologia e os algoritmos estão fazendo mal à juventude e, infelizmente, tornando o Rio um pouco mais careta e egoísta.
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Se o assunto é patrimônio a ser preservado, nosso crítico de gastronomia Bruno Agostini faz uma escolha perfeita, ao prestar homenagem à Adega Pérola, provavelmente o mais famoso botequim da cidade, uma verdadeira joia de simplicidade, simpatia e, principalmente, bom gosto e diversidade de opções para todos que amam petiscos, tira-gostos e tudo o que a melhor gastronomia popular e global tem a oferecer. Nada mais chique, nada mais carioca.
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E nada mais elegante e renovador do que a Runway Fashion, plataforma que pensa a moda com o olhar da sustentabilidade, que se apresentou no Rio em edição exclusiva e mereceu reportagem especial de Aydano André Motta. O evento provou aos seus milhares de frequentadores: na moda, nada é mais elegante de que preservar o planeta.
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Elegância, diversidade e muita diversão deram o tom no Camarote Favela instalado em local nobre e de visão privilegiada dos shows do Rock in Rio. Sucesso absoluto, como relata a coluna da Gabi.
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E da Região dos Lagos, como sempre, a ‘Rio Já’ traz novidades imperdíveis, com Marcelo Macedo Soares. Desta vez, trata-se da ousada experiência da Universidade Livre do Vinho de Maricá, que deu início a um projeto inédito: armazenar, envelhecer e acompanhar o processo de transformação de vinhos brasileiros numa adega no fundo do mar, a 30 metros de profundidade. O estudo, inovador, pode projetar novas técnicas para a vinicultura mundial.
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Um brinde à inovação e à boa leitura.










