Marcelo Macedo Soares
Fotos de Marcelo Figueiredo
Falar das belezas da Região dos Lagos está longe de ser um assunto repetitivo. Mais do que isso, ele parece inesgotável. Não à toa, pipocaram vídeos nas redes sociais de verdadeiros espetáculos da natureza: águas absurdamente cristalinas, visitantes ilustres como baleias e tartarugas também deram o ar de sua graça. Para fechar com chave de ouro o Verão, a revista Rio Já decidiu brindar os leitores com dicas de lugares conhecidos, outros nem tanto. Alguns já foram mostrados por aqui, outros muita gente sequer ouviu falar. Definitivamente, a Região dos Lagos não para de surpreender quem decide explorá-la.
A seguir, um guia dividido por destinos, com informações práticas, acesso e principais destaques de cada praia.
1. Praia do Pontal
Arraial do Cabo
Perfil: extensa faixa de areia, clima tranquilo e visual marcante.
Acesso: barco-táxi saindo da Praia dos Anjos ou da Marina dos Pescadores; carro pelo morro do Pontal com limite diário e taxa de preservação ambiental (APA) de R$ 20; descida pela escadaria de 255 degraus; parada em passeios de barco que incluem a Ilha do Farol.
Dicas: chegar antes das 9h no verão; proibida entrada com caixas de som e objetos de vidro; a volta exige fôlego por conta da subida.

2. Ponta da Alcaíra
(Arubinha)
Arraial do Cabo
Perfil: cenário isolado na Lagoa de Araruama e famoso pelo “Caminho de Moisés”.
Acesso: RJ-102 até Figueira e estrada de terra até a ponta; recomendado 4×4, bugre ou quadriciclo; risco de atolamento em períodos de chuva.
Destaque: faixa de areia de cerca de 700 metros que corta a lagoa em maré baixa.
Infraestrutura: inexistente; é essencial levar água e recolher o lixo.
Extra: ventos fortes favorecem o kitesurf.

3. Ferradurinha
Búzios
Perfil: pequena, charmosa e cercada por costões.
Acesso: a pé pelo canto esquerdo da Praia de Geribá, próximo ao posto 4; de carro pela estrada da Ferradura, com estacionamento limitado e pago.
Destaque: águas tranquilas ideais para caiaque e stand-up paddle; registros de tartarugas.
Dica: chegar cedo para garantir espaço na areia.

4. Caiçara
Arraial do Cabo
Perfil: praia lagunar na Lagoa de Araruama, com ambiente familiar.
Acesso: próxima à RJ-102; fácil localização por GPS; linhas da empresa Salineira conectam cidades da região.
Estrutura: estacionamento e rampa de acessibilidade.
Reconhecimento: recebeu o selo internacional Bandeira Azul na temporada de 18 de novembro de 2024 a 31 de março de 2025.
Destaque: águas calmas e cristalinas, mais seguras que mar aberto.

5. Massambaba
Arraial do Cabo
Perfil: refúgio próximo ao aeroporto, entre lagoa e oceano.
Acesso: RJ-102 até Monte Alto, com trechos de terra; recomendado veículo alto ou 4×4; acesso à ilhota pode ser restrito.
Destaque: águas rasas e transparentes.
Infraestrutura: mínima, o que preserva a tranquilidade.

6. Ponta da Farinha
– Iguaba Grande
Perfil: joia natural da Região dos Lagos.
Reconhecimento: eleita a 4ª melhor praia natural do mundo pelo Centro Internacional de Formación en Gestión y Certificación de Playas (CIF-Playas); 8ª entre praias banhadas pelo Atlântico nas Américas e Europa.
Critérios avaliados: beleza cênica, preservação ambiental, acessibilidade e qualidade do ecossistema.
Ambiente: águas calmas, paisagem preservada e foco em turismo sustentável.

7. Praia de Bananeiras
Araruama
Perfil: ambiente lagunar com clima rural em parte da paisagem.
Localização: a 7 km do centro de Araruama, em direção a Iguabinha.
Histórico: área marcada por antiga salina desativada nos anos 1980.
Destaque: ventos constantes e pequeno cais para embarcações.

8. Praia dos Nobre
Praia Seca, Araruama
Perfil: tradicional e associada historicamente a frequentadores de maior poder aquisitivo.
Acesso: cerca de 18 a 19 km do centro; carro; ônibus circular (aprox. R$ 4); catamarã Barca Bolt (aprox. R$ 6); ônibus 1001 saindo do Rio de Janeiro.
Destaque: proximidade com o Salinas Náutico Clube e prática de esportes náuticos.

9. Praia dos Pneus
Araruama
Perfil: refúgio tranquilo na Lagoa de Araruama, próximo à divisa com Praia Seca.
Acesso: RJ-102, com trecho de restinga que exige atenção.
Nome: originado de antigo ancoradouro revestido por pneus, hoje usado como ponto de salto.
Ambiente: águas mornas, rasas e cristalinas; sombra de casuarinas; pouca
infraestrutura.
Dica: entre abril e outubro há menor movimento.
Da lagoa ao mar aberto, de trilhas e escadarias a travessias de catamarã, a Região dos Lagos prova que ainda há muito a descobrir. Cada faixa de areia tem identidade própria, mas todas compartilham o mesmo cartão de visitas: paisagens que parecem ter saído de outro país.










