Foi difícil escolher a foto de capa desta edição da ‘Rio Já’. Estávamos diante de reportagens que correspondem à perfeição ao espírito criador desta revista que está chegando ao número 55 sempre traduzindo o que o Rio de Janeiro, capital e estado, têm de melhor. Lugares lindos e icônicos, espaços pouco conhecidos do leitor, locais históricos que valem a pena conhecer ou revisitar – estes são os principais motivadores da nossa pauta mensal.
Esta edição é assim, da primeira à ultima página.
Está no relato sobre como é a vida da comunidade que vive na rua General Glicério e arredores, um enclave de paz e forte sentimento comunitário que, de tão bonito, passou a ser chamado de “capital da República de Laranjeiras”. Como informa a repórter Lucila Soares, um reduto comparável, para quem é aficionado por quadrinhos, à irredutível aldeia gaulesa de Asterix e Obelix, imortalizada nos traços de René Goscinny e Albert Uderzo, único pedaço da França que nunca se rendeu aos romanos comandados por César.
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O critério da ‘Rio Já’ também se impõe no deslumbramento provocado pelas imagens e pelo texto da reportagem sobre a residência de inverno das gigantescas e magníficas baleais-jubarte, que fogem da Antártica por alguns meses e se refugiam na Região dos Lagos, sobretudo Arraial do Cabo, para descansar em águas mornas e promover a reprodução da espécie. O repórter Marcelo Macedo Soares e o fotógrafo que o acompanha calculam que este ano 35 mil animais da espécie estiveram na região, regalando os visitantes com impressionantes saltos desta que é a mais acrobata de todas as grandes baleias.
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E tem muito mais.
Jan Theophilo nos presenteia com as histórias, inclusive as não oficiais, de três prédios centenários do centro do Rio que foram erguidos nos anos 1920 em que o Rio disputava palmo a palmo com Buenos Aires quem seria a “Paris dos Trópicos”.
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Nosso crítico gastronômico Bruno Agostini dedica matéria especial à forte influência germânica na cozinha de muitos restaurantes cariocas, que se valem da atuação de produtores de delícias alemãs instalados na Serra e em outras regiões do estado. “Das läuft mir im Munde zusammen” ou, na tradução da sofisticada língua teutônica, é de dar água na boca.
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Luisa Prochnik desvenda uma novidade civilizatória na mobildade urbana do Rio: a criação de empresas e cooperativas de táxi digiridos por mulheres e especializadas em atender passageiras do sexo feminino, embora, graças ao comportamento cuidadoso e à confiança transmitida pelas motoristas, tenha passado a ser usado também por adolescentes, transporte de crianças e de idosos.
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A colunista Gabriela Lopes Siqueira relata que, depois de fazer sucesso no Carnaval carioca, o Camarote Favela ganhou nova vitrine internacional, no Rock in Rio Lisboa.
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E Caroline Rocha conta tudo o que vai acontecer na próxima edição do Rock in Rio Rio mesmo, em sua 25ª edição, em setembro.
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PS: sobre o dilema imposto pela escolha das fotos de capa, optamos pelo espetáculo das baleias e pela tranquilidade da General Glicério.
Esperamos que gostem.








