Bruno Agostini
Até poucos anos atrás, quase toda carne brasileira era de gado de origem indiana, Nelore e Zebu, bem adaptados ao nosso clima tropical. Porém, o país passou a dar mais atenção à genética dos animais, através de importação de matrizes e de cruzamentos, além de uma série de outras medidas técnicas e científicas para aprimoramento dos rebanhos. Aperfeiçoamos raças como Brangus (Brahman com Angus) e Bragyu (Brahman com Wagyu), duas raças que muito bem se adaptaram por aqui, gerando duas contrações de palavras na medida para parecer que são coisa nossa: passei anos achando que Brangus vinha de Brazilian Angus, por exemplo.
O fato é que o pecuária de corte com raças de origem inglesa foi um fator determinante para que o Brasil melhorasse muito a qualidade de nossa carne, e hoje já não precisamos mais importar do Uruguai e da Argentina para comer carne de alto nível, para citar apenas dois vizinhos que historicamente nos fornecem carne de alta qualidade.
Hoje, trazer carne desses países é uma opção para restaurantes que buscam qualidade, e não uma obrigação como já foi um dia. No Pobre Juan, por exemplo, encontramos o especialíssimo gado chamado por eles de Selección Especial UMi MB5+, que vem do Uruguai. Trata0-se de um angus com alimentação baseada em grãos, e que passa 200 dias de confinamento, quando a carne ganha maciez e alto índice de gordura, com marmoreio muito bem integrado, que lhe entrega muito sabor. Apesar de serem lotes de quantidade limitada, fazem parte do cardápio normal da rede de parrillas, que tem duas unidades no Rio (Barra e Ipanema).
O restaurante Corrientes 348 está lançando essa semana outro bom de exemplo de que, em alguns casos, ainda vale a pena importar dos “hermanos”. Eles estão lançando um festival em parceria com a Antiguas Estancias Don Roberto, uma das mais tradicionais produtoras de carnes premium da Argentina, com mais de 80 anos de história.
Enquanto durarem os estoques, teremos o chamado “Corte especial 348”, o bife de chorizo, o asado de tira, a tapa de cuadril (picanha), O Denver Steak, a entraña e o bife ancho, cortes de origem especial, em quantidades limitadíssimas.
Os cortes são provenientes da raça Hereford, nascidos, criados e recriados na província de San Luis, no centro-oeste da Argentina. A fazenda conta com um sistema de ciclo completo natural, com animais criados livres de hormônios, recriados em pastagens naturais de alfafa e finalizados com milho produzido na própria fazenda.
“Esse lote especial permite expressar o máximo do potencial do terroir da região do Novo Cuyo, oferecendo, de forma única, a maciez amanteigada da raça Hereford e a potente e intensa concentração de sabor que só a região de Cuyo nos traz”, explica Henrique Freitas, consultor de carnes do 348.
Na seleção de cortes estão, bife de chorizo (R$240) entranha (R$378) e asado de tira (R$298) este último apontado por Freitas como um dos destaques da temporada. Os cortes entraram em cartaz ontem (11 de maio), nas unidades da casa em São Paulo, e amanhã (13 de maio) chegam às unidades cariocas (Marina da Glória e Barra), disponíveis enquanto durarem os estoques.
SERVIÇO
Corrientes 348: Marina da Glória, Avenida Infante Dom Henrique, restaurante 103, Glória. Tel.: (21) 2557-4027.
Avenida das Américas 7777, Barra. Tel.: (21) 3648-7008.
Instagram: @corrientes348








