DA REDAÇÃO
O Rio tem certos segredos: um grupo cada vez mais numeroso de cariocas começa a frequentar algum evento cultural ou festivo, mas só revela na base do boca a boca, ao pé do ouvido – ou pouco mais do que isso, nesses tempos de Instagram – e a maioria menos barulhenta, ainda que igualmente ansiosa por diversão, fica sem saber de nada.
Pelo menos um caso deste tipo a ‘Rio Já’ está desvendando e tornando público e acessível a todos nesta edição: o “Tributo 85”, que tem lotado o teatro Brigite Blair nos fins de semana, com animadíssimos shows de músicos das antigas que homenageiam o rock carioca dos anos 80 – vale dizer formações icônicas como Blitz, Lulu Santos, Cazuza e Frejat, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Fausto Fawcet e todas as bandas que fizeram enorme sucesso na verdadeira época de ouro que foi aquela década em que surgiu o Rock in Rio.
Há muito tempo não se via tamanha alegria e confraternização entre público e palco. Criado por um diretor de novelas da Globo, Marco Rodrigo, que deu uma pausa na função para arriscar-se no sonho de ser roqueiro, e pelo baixista Eduardo Tchello, ex-Detonautas, o grupo, sempre acompanhado de convidados especiais da época, faz uma verdadeira miscelânea no palco: toca e canta os grandes hits do rock carioca, conversa com o público, que é incentivado a contar suas memórias dos tempos de cada canção, e ainda faz pausas para momentos de stand up comedy.
Uma verdadeira simbiose que lota o teatro com senhoras e senhores da chamada Geração X, cinquentões que, no entanto, sempre dividem o espaço com jovens que nem eram nascidos nos 80, mas que tornaram-se fãs temporões da turma que animava igualmente a Discoteca do Chacrinha e o Circo Voador. Quem assina a matéria é Jan Theophilo, tão aficcionado do rock quanto as fontes.
Para ler, clique aqui
Na democrática ‘Rio Já’ tem espaço para todo mundo. Caroline Rocha anuncia para este mês um show que deve marcar época e que, sem falsa modéstia, tem sido denominado de “o maior encontro do samba”. Não poderia ser diferente um espetáculo que vai reunir no palco três gênios da música popular brasileira: Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão, Quem perder este show destinado a fazer história, não há como esconder, é ruim da cabeça ou doente do pé.
Para ler, clique aqui
Aydano ‘só-podia-ser-Flamengo’ André Motta também dedica-se a resgatar parte de nossa memória coletiva – ou falta de – tão bem explorada no quase oscarizado “Agente Secreto”. Escreve uma reportagem sobre o lançamento, no fim do mês, de um filme sobre Zico, “O samurai de Quintino”, o craque que professou a alegria dos seus gols a vida inteira, numa permanente mensagem de esportividade e fraternidade, que transcende os limites rubro-negros. Sua a atitude mereceu respeito de torcedores de todos as cores – mas entre os rubro-negros, claro, ele tem status de deus supremo.
Para ler, clique aqui
E antes que alguém nos acuse de falar demais, dediquemos algumas linhas ao tema da minuciosa reportagem de nosso crítico literário Bruno Agostini: a língua. Sim, uma iguaria popularíssima no Rio e que merece respeito pelo sabor e pela enorme criatividade dos chefs que a cultuam. Bruno experimentou línguas em receitas de uma dúzia de restaurantes e, sem resistir a um segundo trocadilho, o texto é dar água na boca.
Para ler, clique aqui
Luisa Prochnik descobriu e conta: a Lagoa Rodrigo de Freitas passou por uma demorada e bem-sucedida recuperação e, renovada, se entrega ao público carioca, que adora este cartão postal e o frequenta cada vez mais.
Para ler, clique aqui
Bom proveito, leitor.








